Garantia Jovem 2030: cinco eixos para transformar trajetórias

Garantia Jovem 2030: cinco eixos para transformar trajetórias

A nova Estratégia da Garantia Jovem para 2026-2030 assenta numa visão clara: combater o afastamento dos jovens do mercado de trabalho e dos sistemas de educação e formação exige respostas mais integradas, personalizadas e orientadas para resultados. Para isso, o modelo estrutura-se em cinco eixos estratégicos que procuram reforçar a eficácia da intervenção pública.

O primeiro eixo centra-se na identificação e ativação precoce dos jovens em situação NEET. O objetivo é evitar que estes jovens permaneçam longos períodos fora dos sistemas de apoio, recorrendo a estratégias de proximidade e sinalização territorial.

O segundo eixo aposta em respostas personalizadas de acompanhamento. Reconhece-se que cada jovem apresenta obstáculos específicos desde baixas qualificações a problemas de saúde mental, responsabilidades familiares ou desmotivação e que a intervenção deve ser adaptada a cada percurso individual.

O terceiro eixo foca-se no reforço da qualificação e requalificação. Num mercado de trabalho em rápida transformação, competências digitais, verdes e transversais tornam-se determinantes para melhorar a empregabilidade.

O quarto eixo procura promover uma transição sustentável para o emprego, valorizando estágios, aprendizagem em contexto laboral e inserção em empregos de qualidade, evitando ciclos de precariedade ou rotatividade.

Por fim, o quinto eixo reforça a governação, monitorização e cooperação institucional, promovendo articulação entre serviços públicos, autarquias, escolas, empresas e organizações da economia social.

Esta arquitetura revela uma mudança importante: a Garantia Jovem deixa de ser apenas uma política de emprego para se afirmar como uma estratégia de inclusão social abrangente. A lógica já não é apenas oferecer oportunidades, mas garantir que os jovens conseguem efetivamente aceder-lhes.

Esta visão converge com o trabalho desenvolvido pelo projeto Beyond NEET, no qual a União das Mutualidades Portuguesas participa. Tal como a nova Garantia Jovem, o projeto parte da convicção de que a inclusão exige abordagens multidimensionais, assentes na proximidade, confiança e construção de percursos sustentáveis de autonomia.

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