O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social homologou, através do Despacho n.º 7727/2026, de 19 de junho, a nova Estratégia da Garantia Jovem para o período 2026-2030, reforçando a aposta na inclusão social e profissional da população jovem, com especial atenção aos jovens NEET.
Os chamados NEET — jovens que não se encontram em emprego, educação ou formação (Not in Education, Employment or Training) — continuam a constituir um dos principais desafios das políticas públicas de juventude. De acordo com os dados incluídos na estratégia, Portugal registava, em 2024, uma taxa de 8,9% de jovens NEET entre os 15 e os 29 anos, valor inferior à média da União Europeia, fixada em 11%.
Apesar desta evolução positiva, o documento alerta para a persistência de desigualdades estruturais que afetam sobretudo jovens em contextos de maior vulnerabilidade social, económica ou territorial, exigindo respostas mais integradas e personalizadas.
A Estratégia da Garantia Jovem 2026-2030 prevê uma intervenção reforçada na identificação precoce, sinalização, acompanhamento e capacitação destes jovens, promovendo respostas articuladas entre serviços públicos, entidades empregadoras, instituições de ensino e organizações da economia social.
Este enfoque assume particular relevância para a União das Mutualidades Portuguesas (UMP), que se encontra a desenvolver o projeto europeu Beyond NEET, em parceria com a organização irlandesa Irish Rural Link (IRL) e espanhola Associación Building Bridges (ABB), cofinanciado pela União Europeia através do programa Erasmus+.
O projeto Beyond NEET procura criar metodologias e ferramentas inovadoras de intervenção junto de jovens em situação de afastamento social e laboral, promovendo percursos sustentáveis de capacitação, autonomia e integração ativa. A iniciativa reconhece que a inclusão dos jovens exige não apenas políticas públicas robustas, mas também redes de proximidade capazes de gerar confiança, acompanhamento e respostas adaptadas à realidade de cada território.
A nova Estratégia da Garantia Jovem reforça, assim, a importância de uma ação concertada entre Estado, economia social e sociedade civil, reconhecendo que investir nos jovens é investir no futuro coletivo.
