A participação das pessoas entre os 55 e os 64 anos em educação e formação aumentou na União Europeia, mas continua abaixo da média registada no conjunto da população adulta. Em 2022, 35,4% deste grupo etário participou em atividades de aprendizagem nos 12 meses anteriores, face a 46,6% entre os 25 e os 64 anos.
A tendência é positiva. Em 2007, a taxa entre os 55 e os 64 anos era de 18,5%, o que significa que houve uma subida expressiva ao longo de década e meia. Ainda assim, o desfasamento em relação ao conjunto da população adulta mantém-se e ajuda a perceber porque é que a aprendizagem em idades mais avançadas continua a ser um desafio europeu, mesmo num contexto em que a digitalização e a longevidade mudaram o quotidiano de forma profunda.
A própria análise europeia sublinha que esta diferença resulta de vários fatores. Entre eles estão o menor tempo disponível para beneficiar do retorno da formação e trajetórias profissionais mais estabilizadas, em contextos de trabalho menos dinâmicos. Mas os números também deixam outra leitura: quando a aprendizagem chega em formatos mais próximos, práticos e adaptados, há espaço para crescer.
É aqui que projetos de base comunitária ganham importância. Levar a aprendizagem a centros locais, associações e contextos de proximidade pode ser uma forma de reduzir barreiras que muitas vezes afastam os participantes mais velhos de ofertas formais ou demasiado rígidas. Esta conclusão é uma inferência apoiada nos dados europeus sobre participação e no enquadramento do Beyond NEET 2.0, que aposta em oficinas práticas e trabalho de proximidade entre gerações.
O Beyond NEET 2.0 é um projeto cofinanciado pela União Europeia, no âmbito do programa Erasmus+, e desenvolvido pela União das Mutualidades Portuguesas, em parceria com a Irish Rural Link e a Asociación Building Bridges.
