Ciência cidadã: quando aprender também é participar

Ciência cidadã: quando aprender também é participar

Nem toda a aprendizagem acontece dentro de uma sala ou através de tarefas formais. Há também aprendizagens que nascem da participação, da curiosidade e do envolvimento com a comunidade. É isso que nos lembra a ciência cidadã: a possibilidade de as pessoas contribuírem para observar, registar, compreender e melhorar o mundo à sua volta.

Este é um tema especialmente interessante quando pensamos no envelhecimento ativo. Durante muito tempo, falou-se das pessoas idosas sobretudo como grupo a apoiar. Mas também faz sentido reconhecê-las como participantes, observadoras e construtoras de conhecimento, com experiência de vida, memória social e disponibilidade para contribuir de forma concreta.

Trazer esta ideia para o campo da inclusão digital e da educação não formal abre uma perspetiva nova. Aprender a usar ferramentas digitais pode também servir para participar mais, colaborar mais e estar mais ligado ao que acontece na comunidade. Não se trata apenas de aceder à tecnologia, mas de encontrar nela um meio para continuar presente e ativo.

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