Aprender ao longo da vida é uma questão de equidade

Aprender ao longo da vida é uma questão de equidade

Durante muito tempo, a aprendizagem foi pensada como algo concentrado numa fase específica da vida. Hoje, essa ideia já não responde ao mundo real. A rapidez da mudança tecnológica, social e profissional mostra que aprender ao longo da vida deixou de ser uma opção complementar para passar a ser uma necessidade de equidade.

Nem todas as pessoas partem do mesmo ponto, nem enfrentam os mesmos obstáculos. Há quem tenha crescido com o digital e há quem tenha tido de se adaptar a ele mais tarde. Há quem encontre apoio facilmente e há quem continue afastado de oportunidades de formação, participação ou atualização de competências. Falar de inclusão é também reconhecer estas diferenças.

Projetos como o Beyond NEET 2.0 ganham relevância precisamente aqui. Quando se criam pontes entre gerações e oportunidades de aprendizagem em contextos reais, está-se a trabalhar mais do que competências. Está-se a defender a ideia de que ninguém deve ficar para trás apenas porque o mundo mudou depressa demais.

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